A princípio, construir um Shopping pode parecer um processo difícil, e isso acaba afastando muitos empreendedores e investidores de uma aposta no setor. E se dissermos que esse não é um desafio tão grande assim, com baixo risco e com muito espaço para crescer, você se interessaria?

Pensando nisso, responderemos neste post as principais questões sobre esse processo entre planejamento, execução e operação. Afinal, já está na hora de superar quem hesita em entrar em um mercado tão lucrativo e ter o seu próprio negócio. Confira!

Planejamento estratégico para construir um Shopping

O planejamento é o segredo para a implementação de qualquer negócio em qualquer área. Geralmente, quando os empreendedores falam das dificuldades para erguer e manter um estabelecimento como um Shopping, a falta de uma estratégia é visível desde o início.

Contudo, para não cair no mesmo erro, é preciso pensar, prever, estudar. Veja, então, as dúvidas mais comuns sobre essa etapa da construção de um Shopping Center.

Quem decide construir um Shopping Center?

A primeira questão e também a mais aparente entre os empreendedores é se apenas grandes grupos de investimento ou construtoras podem entrar nesse mercado. É verdade que, nas últimas duas décadas, o setor foi abraçado por investidores internacionais e grandes grupos, mas ainda é possível empreender por conta própria.

O importante é ter uma visão clara de objetivos de negócio e saber buscar esses parceiros para viabilizar o seu empreendimento. Quando bem planejada, uma iniciativa pessoal ou familiar pode, em pouco tempo, se tornar uma grande empresa de capital aberto.

O que é preciso para elaborar um planejamento estratégico?

Para começar a construção de um Shopping, algumas informações são fundamentais e devem estar detalhadas no business plan. Além disso, é preciso estudar e entender a região onde o empreendimento estará sediado, com uma visão completa de localização e público-alvo.

Geralmente, divide-se a previsão de alcance do Shopping por zonas primária, secundária e terciária em um raio ao redor da construção. Nesse cenário, o business plan deve indicar o perfil de população, o poder aquisitivo, a faixa etária, os concorrentes, a renda per capita e qualquer tipo de dado que contribua para encontrar as decisões de negócio que melhor se encaixem com seus futuros clientes.

Também é a hora de decidir como será feita a administração do Shopping. Você contará com uma administradora terceirizada? Terá algum sócio para aumentar seu funding? Terá empresas parceiras na gestão? Tudo isso deve ser definido antes mesmo de começar a construir.

Como definir seu mix de lojas?

Esse item é muito importante para definir quais lojas comporão seu tenant mix. Essa decisão virá de um equilíbrio entre o gosto do público-alvo e a disposição do projeto arquitetônico. Primeiro, é preciso ir aos grandes varejistas de Shopping — as famosas lojas âncora. Elas são marcas maiores e mais conhecidas, como supermercados e grandes redes que atraem um público maior e geram circulação nos seus corredores.

Com as âncoras definidas, parte-se, então, para a prospecção das lojas satélites — a grande maioria delas que preenchem os corredores. O mais importante para o sucesso do seu empreendimento é ter um mix variado, complementar e que se encaixe no gosto do público. Conseguindo esse equilíbrio e com uma gestão bem-feita fica muito difícil que um Shopping passe por dificuldades.

Planejamento e execução de construção

Com o business plan montado e o mix de lojas definido, é hora de partir para a construção propriamente dita. Aqui não tem muito segredo, uma vez  que boa parte das obrigações fica a cargo da construtora. No entanto, vale a pena citar algumas dúvidas comuns sobre o assunto, veja!

Como o projeto arquitetônico influencia no sucesso do Shopping?

Além de ser obrigatório, o projeto arquitetônico sempre é importante em qualquer construção, por menor que seja. No entanto, quando falamos em Shopping Center, essa relação é vital, pois é nesse momento que serão decididas questões como: circulação de pessoas, posicionamento de âncoras e satélites, otimização do espaço, urbanismo e jardinagem, sustentabilidade e reaproveitamento de recursos etc.

Estudar o que dá certo e errado em outros empreendimentos do tipo é um bom começo, e contratar um arquiteto especializado também. Isso porque um projeto mal formulado pode condenar seu Shopping antes mesmo de ele sair do papel.

Quais são as obrigações de infraestrutura a se seguir ao construir um Shopping?

Existem leis e normas para a construção que variam de cidade para cidade, mas não é sua preocupação conhecê-las. O importante é ter uma construtora de confiança e exigir um bom trabalho.

No caso dos Shoppings, um ponto importante em questão de estrutura é entregar aos locatários lojas no osso (sem acabamento), mas com ponto de energia, ar-condicionado e água. Assim, você dá todas as condições para que eles customizem seus pontos da forma como preferirem.

Processos em paralelo durante planejamento e execução

Falamos de planejamento e construção, mas o que pode ser feito por outras equipes enquanto o Shopping Center ainda não está operacional? Podemos responder a algumas dúvidas também sobre esse ponto a seguir.

Como é feita a prospecção de lojistas?

Geralmente, empreendedores utilizam a parceria com empresas especializadas no segmento de Shoppings Centers para mediar essa prospecção. Elas já têm seus cadastros de leads com lojistas que estão buscando uma oportunidade ou que já operam em outros Shoppings e desejam ampliar seu alcance.

A prospecção pode ser feita desde o planejamento, e uma boa ideia é ter seu próprio stand de vendas, com planta, prospectos do empreendimento e até maquetes do projeto — um lugar propício e profissional para negociações.

Quais são as responsabilidades das equipes de marketing, finanças, TI e operações durante a construção?

Antes mesmo do Shopping funcionar, você precisará de equipes prontas para transformar oportunidades em realidade desde o dia da inauguração. Veja o que essas equipes podem fazer durante a construção:

  • marketing: faz campanha institucional em diversas mídias e redes sociais, acompanha a comercialização e participa do comitê comercial na aprovação dos lojistas. Também acompanha o mix projetado x contratado, planeja e executa a inauguração do empreendimento;
  • financeiro: faz o controle orçamentário da obra, como pagamento dos fornecedores, cobrança dos contratos de CDU, prestação de contas com os investidores e outros serviços de sua competência;
  • TI: estrutura e implementa internet e rede local, investe em sistemas de gestão, cria o site do empreendimento e faz prospecção de outras soluções tecnológicas que podem otimizar a administração e operação do Shopping;
  • operações: acompanha todo o processo de construção, ajuda no processo de instalações das câmaras, sonorização, iluminação e outros. Participa da vistoria de entrega da obra e ele cobra correções quando necessárias. Após a inauguração, assume a responsabilidade pela manutenção, segurança e limpeza do Shopping Center.

Como deu para perceber, construir um Shopping não é um processo difícil, não quando o empreendedor sabe onde quer chegar e tem uma visão clara da importância do planejamento. Com um bom business plan, um bom projeto arquitetônico e uma equipe focada no sucesso, é muito fácil fazer um Shopping Center dar certo.

Ficou com vontade de começar a se planejar e empreender? Então veja quais são as tendências para ficar de olho hoje que serão fundamentais nos Shoppings do futuro!

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