E-book ERP para Shopping - blog grupo easePowered by Rock Convert

Você já parou para pensar no quanto o comércio eletrônico se desenvolveu nos últimos anos? Em 2019, por exemplo, a expectativa é que o volume de vendas das lojas virtuais atinja a marca de R$ 79,9 bilhões, um crescimento de 19% se comparado ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

A questão é que esse crescimento significa muito mais que cifras bilionárias; ele revela uma mudança no comportamento do consumidor e como o mercado precisa se adaptar a essa nova realidade. Mas, afinal, quais as tendências para as lojas virtuais e como isso tem mudado o varejo, inclusive, impactando os shopping centers? Confira a resposta no nosso artigo!

A realidade do e-commerce brasileiro

675 mil. O número representa a quantidade de lojas virtuais que estavam em funcionamento no Brasil em 2018 segundo a 4ª edição da pesquisa Perfil do E-commerce Brasileiro feita pela PayPal.

O mesmo estudo mostrou que a quantidade de sites pequenos, aqueles com até 10 mil acessos ao mês, continua representando uma porcentagem significativa do e-commerce, com cerca de 82,48% do total. Outro dado interessante é que houve um crescimento no número de lojas virtuais vendendo produtos com preços médios, abaixo de R$ 100.

O mix de produtos das lojas também vem aumentando a sua variedade. Mais uma informação curiosa é que os sites ligados a lojas físicas passaram a ter maior participação, cerca de 13% dos pesquisados.​

Apesar do crescimento, ainda existem alguns gargalos, como a falta planejamento por parte dos empreendedores. É necessário um plano mais consistente, justamente devido à alta concorrência e por questões mais técnicas, como a logística de entrega de produtos em tempo hábil.

As tendências para lojas virtuais

A realidade das lojas virtuais esbarra em muitas questões do varejo físico e é importante estar atento às tendências que regem esse tipo de negócio. Tanto os gestores de e-commerce quanto aqueles que lidam com a gestão de shoppings centers precisam se preparar para o que virá.

Constante evolução do varejo

O varejo está mudando constantemente, pois o consumidor está evoluindo. Normalmente, quando uma loja começa a se destacar no mercado virtual, ela é adquirida por grandes players. A incorporação muitas vezes faz com que a marca perca sua identidade.

Assim, como os shoppings têm grandes marcas que se sobressaem devido aos preços praticados, que costumam atrair mais consumidores, é preciso criar estratégias que fortaleçam o vínculo com o consumidor. A evolução é necessária, sendo que a inovação no atendimento e a criação de uma experiência marcante são essenciais para a manutenção da lealdade do consumidor.

Utilização do mobile

Cerca de 84% das pessoas realiza compras por meio de dispositivos móveis. A tendência é que esse número cresça, especialmente, as variações das solicitações por produtos e serviços. É só observar o avanço do uso de aplicativos que solicitam refeições, realizam viagens em carros particulares, entre outros.

As empresas terão de avançar na experiência entregue aos consumidores por meio desses dispositivos. O crescimento se mostra promissor: segundo a Forrester Research em pesquisa encomendada pelo Google, as vendas virtuais prometem um crescimento anual de 12,4% até 2021. O mesmo estudo mostrou que, até 2021, 41% das vendas serão feitas por meio de smartphones. Logo, quem ainda não se atualizou precisa correr para estar apto à concorrência.

Aperfeiçoamento do marketing digital

Outro ponto importante no que diz respeito às tendências em lojas virtuais é o marketing digital. Hoje, os consumidores já não têm tanta aderência à publicidade feita de maneira desmedida e sem segmentação. Portanto, é fato que será necessário o aperfeiçoamento das estratégias online.

Propósito, segmentação e informação: a tríade poderá fazer com que as suas ações não só sejam mais eficazes, como também diminuam os custos de aquisição de clientes. Portanto, é imprescindível que os gestores estejam em constante atenção às demandas do mercado, pois elas são uma fonte poderosa de insights.

Uso de dados

Outra tendência que merece ser destacada quando se trata de lojas virtuais é o uso de dados para o aperfeiçoamento do processo de compras. O grande número de informações geradas precisa ser usado de forma mais eficaz para atender ao consumidor.

Mas não é só isso. Os dados serão responsáveis por auxiliar as lojas virtuais a conhecer hábitos de consumo do cliente, tipos de ações mais estratégicas, formas de pagamento e a própria jornada que o fez chegar à loja. A ideia é que o e-commerce saiba separar as informações que são de fato úteis daquelas que não são.

Os shoppings centers no processo de expansão virtual

Quando falamos de shoppings centers no contexto atual de expansão do comércio eletrônico, muitas pessoas acreditam que logo esses centros de compras e lazer serão substituídos, dando espaço a uma nova era.

De fato, muitas mudanças poderão ser vistas, mas os shoppings podem continuar sim crescendo e com a ajuda das lojas virtuais, basta para isso se adaptarem à nova realidade. Para conseguir se sobressair, é cada vez mais importante que esse templo do consumo ofereça não só lojas, mas também espaços para lazer, conveniência e serviços.

Além disso, é preciso estar atento para que o centro de compras invista em iniciativas que promovam a revolução digital e não a boicotem. Uma ideia é a possibilidade de montar shoppings virtuais integrados com as marcas que estão presentes nesse centro comercial, oferecendo ao consumidor uma experiência única e satisfatória, mas também a utilização de estratégias virtuais para se aproximar do consumidor.

Diante do desafio que o comércio eletrônico ainda tem em manter a satisfação do consumidor na fase final da compra, justamente devido a pontos como entrega e custo do frete, os shoppings podem se beneficiar, tornando-se um aliado. É possível atuar como minicentros de distribuição e ainda oferecer serviços adicionais, ou seja, uma união que fará o varejo se reinventar. Cabe aos gestores avaliar a realidade de cada região e entender quais são os impactos causados pelo aumento de alcance das lojas virtuais, a fim de traçar estratégias eficazes.

As tendências de lojas virtuais não preconizam o fim do comércio tradicional. Ambos podem ser beneficiar muito se for criada uma rede de colaboração em que os serviços se complementem. Para o consumidor, isso é interessante e faz com que ele tenha mais razões para continuar buscando experiências nas duas frentes.

Esperamos que você tenha gostado do nosso artigo. Para continuar acompanhando as novidades, siga nossas redes sociais, Facebook e LinkedIn!

Solicite Demonstração - blog grupo easePowered by Rock Convert

Post relacionado

Escreva um comentário